quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ego Doentinho


Se relacionar afetivamente tem sido um verdadeiro #$%@*&¨!!! nos últimos tempos.

Apesar de agora existirem vááários meios para encontrar o par certo, a galera não desatola do dilema, amargando solidão full-time. Tá todo mundo carrancudo, infeliz, sozinho, comendo compulsivamente, fazendo sexo de repetição, essas coisas... só para espantar o tédio da existência.

Pensando sobre isso, percebi que uma das razões pode estar no fato de tratarmos nossos pares como “o inimigo”. Digo tratarmos porque é exatamente assim que eu faço. Se este é um relacionamento tão importante (o cara entra em mim, porra – e porra faz parte, porra é íntimo pra caramba, e pros dois, e em todos os lugares. Tamo falando de energia suficiente pra gerar outro ser humano, a gente nasce disso, saca?), porque não tratamos o relacionamento em questão como “tão importante”?

Porque cargas d’água aceitamos as ofensas e os defeitos dos amigos, pais, irmãos, colegas de trabalho, cachorros, gatos, galinhas, governo, judiciário, polícia, motoristas e afins, mas não aceitamos um único deslize de nossos AMORES?

Todos têm o direito sagrado de estar mal humorado de vez em quando: stress, TPM, falta de grana, dor de barriga, fome. E a gente pode entender e acolher todo mundo, mesmo bodeadaço do outro.

Acho que o problema é o nosso ego (doentinho), afinal, esperamos dos nossos pares nada menos que a perfeição, o que a gente não dá, afinal como pode alguém fazer isso comigo? Ou como pode estar ao meu lado se também faz cocô? (cocô: um tema recorrente nesse blog). Se um amigo diz que vai ligar e não liga, você simplesmente entende que o sujeito esteve ocupado e não teve oportunidade, ou até esqueceu, e tudo bem. Mas se o dito não liga....ele é um completo merda (mais uma referência ao produto fecal).

Podemos nos ajudar se lembrarmos que o fulaninho (a), é antes de tudo teu melhor amigo (a) – ou ao menos se candidatou a tal - , que também tem ego doente. Mas está tentando ser a tua companhia.

É isso, estamos nos apresentando como uns belos de uns “Débeis Mentais Emocionais”, total incompetentes na arte de ser dois.

*Texto de quatro mãos: Rita Italiano fez a alma e o corpo dele, Luli Sarraf o vestiu e colocou de pé, Débeis Mentais Emocionais foi aprendido na mesa de bar (ou também conhecido como meu lugar no mundo) com Dov.

2 comentários:

N. Ferreira disse...

Meu, eu não sei se boto fé que seja possível.
Não você Luli. Mas você, mulher. E o cara que não é fulano. É homem.
A parada já é muito maior do que uma mera richa individual dentro da singularidade do casal.
O negócio ficou coletivo, de massa, histórico, social, astronômico, cítrico, tóxico e altamente contagioso.
Como em "Cantilena"...

Fernanda S. disse...

Realmente... o fato é que as pessoas não tem mais paciência para mínimos deslizes, pois há um mercado inteiro por aí..
E sim, o ego fica machucado e ficamos magoados com as desilusões que, hora ou outra, tornam-se completamente normais e QUASE desapercebidas...

Ai, ai, ai