segunda-feira, 1 de março de 2010

Me explicando


Sabe, eu poderia dizer que não preciso me explicar, mas, por amor, a gente se explica.
Eu tenho um estilo de comportamento meio ogra, Fiona, de ser. Muitas vezes, sumo, me fazendo ausente da vida de gente que realmente amo. Depois apareço e espero que tudo seja normal. Negligencio outros momentos... depois me comporto com praticidade, não ouço a reclamação, acho que nada disso importa. É um traço negativo da minha personalidade taurina: praticidade em excesso.
Mas, honestamente, não faço isso por mal, nem por egoísmo, nem por nenhum motivo específico. Faço isso porque, para mim, está tudo bem alguém desaparecer, deixar saudades, e, se reaparecer, será recebido com o maior carinho do mundo sem precisar explicar. E com uma comemoração do momento porque a pessoa agora está presente.
Recentemente, sumi da vida de muita gente. Uma grande amiga brigou comigo porque faz mais de um ano que não saímos juntas. Outra grande amiga ficou chateada que eu encontrei umas pessoas em torno de um tema nosso e não a convidei, outro grande amigo, me falou que não me vê há dois anos, e perguntou onde estava todo aquele amor que eu vivo declarando.
Diante dessas cobranças, meu primeiro impulso é dizer: uma pena que você pense assim, quando me perdoar me avise. Mas, agora, um pouco mais amadurecida e consciente, respiro fundo e penso: essas pessoas são realmente importantes para mim, e todo aquele amor declarado nos momentos intensos dos nossos relacionamentos é real e está aqui dentro de mim, mesmo diante da minha ausência de atitudes na direção deles. Preciso contar isso a eles, me desculpar sinceramente, e me propor, realmente, a mudar de atitude. Nesse último, não sei o que posso garantir, pois se trata de um traço da minha personalidade, mas sei devo me empenhar para mudar nem que seja um pouquinho.
Esse post é em homenagem aos meus três amigos que reclamaram, e mais ao meu amigo que teve uma filha há 2 semanas e eu nem uma ligação ainda fiz, ao meu casal de amigos que tiveram um filho há 3 meses e eu nem uma visita fiz, à minha amiga que fez aniversário, me ligou e pediu para eu ir e eu não fui nem liguei e ao meu amigo que me convidou para almoçar e eu falei que ligaria para ele daqui a pouco e faz uma semana nem a ligação dele retornei. Esses últimos ainda não reclamaram, mas quero deixar claro que penso neles também, e que os amo também, e, se eles precisarem de mim, estarei presente em cinco minutos.

6 comentários:

FOXX disse...

se vc sabe disso pq não age contra o impulso?

N. Ferreira disse...

Tá explicada.
Humpf :(

Marcela Marson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcela Marson disse...

Olha eu acho que temos que amar todos que já amamos apesar "D". Cada pacote vem com lado A e lado B.
O que incomoda um, não incomoda o outro.
Acho que amor não se cobra, é preciso ter confiança nas amizades que você tem. Não acho que devas sumir, mas é entendido seu sumisso por motivos óbvios.
Não me importa se vc aparecer depois de um mês ou mais, não quero perder tempo com explicações e sim aproveitar aquele momento tão gostoso. Cada um é cada um, e é preciso aceitar as pessoas como elas são e não como vc quer que ela seja. A vida seria bem mais simples.

N. Ferreira disse...

Concordo, Má, a gente deveria aceitar as pessoas como elas são, isso simplificaria muito as coisas. Mas se aceitar tb é fundamental, acho que o texto trata disso, do mal-estar que a própria Luli sente com esta tendência que ela sabe que tem, mas que é difícil de dominar.
Creio que, dentro de uma relação, dependendo do nível de importância desta, adaptações são possíveis caso exista um consenso. Claro que se um lado está absolutamente tranquilo em relação a algo que incomoda a outrem, a coisa muda de figura.
Acho que se a Luli estivesse 100% sussa quanto ao próprio jeito de ser, se achasse 100% que não há nada demais em sumir de vez em quando, aí sim, cabe aos outros aceitarem ou saírem de fininho. Isso é simplificar.
Mas se uma pessoa percebe que seu jeito de ser poderia ser aprimorado, melhorando a sua vida e a das pessoas que ama, aí é tempo de mudar.
Acho que não é mudar pelo outro, e sim por si mesma, tentando transformar um "traço negativo da personalidade" (pra usar as palavras da própria Luli) em uma virtude, um traço que faz bem.
Amo as duas, beijos :)

Celebridade Vira-lata disse...

Ei! Ninguém sai de fininho da minha vida, rsrsrs, eu vou atrás contar que não quero que saia e pedir desculpas, rsrsrs.

beijos, beijos, beijos