Outro dia lí uma frase de algum amigo, que não lembro quem, que dizia: "Esse povo que está no Facebook e quer ter privacidade também passa férias na Groelândia atrás de pegar uma corzinha?"
Não esqueci a frase porque é a coisa que mais fez sentido pra mim na ocasião. Do meu lado, eu não gosto de Facebook, Twitter e afins, mas pratico muito disso porque tenho meu lance com os bichos e, quando se trata de fazer coisas pelos bichos, não é segredo que eu pago qualquer preço.
Mas a decisão de escrever esse post é porque ontem lí uma reportagem que aconselhava veementemente a auto-censura em mídias sociais e hoje acabo de ver o filme Julia e Julie (se não assistiu, assista, eu amei, talvez porque eu esteja na TPM e por isso muito sensível, mas isso é irrelevante).
A moça do filme foi reemprendida no trabalho por um post no blog dela. Eu escrevo nesse blog tudo o que quero e com minha identidade nada secreta. O que acontece é que meu blog é um lugar meu, onde reflito sobre o meu universo e divido com amigos virtuais. Não imaginários, virtuais. Mesmo os que me conhecem pessoalmente, se estão lendo o blog, nesse momento, são virtuais.
No meu caso, meu motivo, não é popularidade, dominar o mundo, nem nada. É só organizar meus pensamentos e treinar a redação. É óbvio que eu adoro conhecer as pessoas online e ter qualquer ponto que eu coloco aqui debatido. Me sinto respeitada quando mais alguém no mundo, além das vozes da minha cabeça, topa falar sobre um tema proposto por mim. Daí vem o título de amigo pra quem lê o blog.
A proposta desse texto não é falar do meu motivo pra ter um blog (saindo do mundinho do umbigo), é falar de porque sou contra a censura, mesmo que seja auto-censura, pra internet.
Internet, nos meus olhos, me encanta por ser um ambiente democrático e escancarado. É claro que rola bullyng eletrônico e mais um monte de aberração: gente que não tem nada a dizer ganhando voz, festival de asneira, falácias, montagens, desrespeito, e afins.
Sem contar que estamos todos nús diante da rede. Tudo o que você fizer (inclusive offline), pode cair no mundo todo. Esse é o preço que pagamos para ter essa coisa maralhivosa que é informação sem limite. O direito de saber tudo sobre tudo. Pra isso, é só checar com cautela a veracidade das informações (outra cilada, não se pode acreditar na primeira coisa que se lê, por exemplo, o twitter da enfermeira malvada, é fake, além dos inúmeros textos e citações atribuídos a autores não verdadeiros - ei, adquira o hábito de checar a autoria antes de propagar coisas interessantes).
A censura é uma coisa que quebra a informação sem limite. É claro que as pessoas expõem o que querem expor: viagens, felicidade, sucesso... (como diria o pica-pau: 10.000 dólares, iate, 10.000 dólares, mulheres, 10.000 dólares, mansão... eita desenho velho que com 10.000 rolava isso tudo, mas tudo bem). Ainda assim, sou a favor de todo mundo falar e mostrar quem é, ou, ao menos, quem gostaria de ser. Assim, a gente pode escolher se quer a criatura perto ou não. Assim, a gente pode saber se o sujeito tem noção ou não, é discreto ou escancarado, babaca ou gente boa, e daí por diante. Vai lá e mostra a tua cara. Só porque é mais justo.
E, pra quem lê, se vai me (ou te) descartar por algo que foi postado, melhor assim. Melhor que seja antes.
O único conselho que dou é: se você bebe, usa drogas, ou tem transtornos de personalidade, preste atenção quando estiver diante do computador ou celular.
Rumour Has It!
1 dia atrás
